Sistema fotovoltaico em geração distribuída

Entre os anos de 2014 e 2016, as adesões ao modelo de geração distribuída quadruplicaram no Brasil, saindo de 424 conexões para 1.930, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. Ainda segundo a própria Agência, o potencial de crescimento é muito grande. Hoje cerca de 90% das instalações de geração distribuída no país correspondem a esse tipo de tecnologia.

O investimento em um sistema de geração de energia distribuída ainda é alto no Brasil, principalmente pelos preços de importações pagos em placas solares e inversores, responsáveis por aproximadamente 70% dos custos da instalação. Entretanto, o retorno poderá ser garantido aos consumidores entre seis e oito anos, dependendo das peculiaridades do projeto e também dos principais fatores do mercado, como é o caso do preço do quilowatt-hora e da tarifação extra.

Com a finalização da obra em janeiro de 2013, o Edifício Villa Lobos é referência em Brasília por ser um empreendimento Certificado LEED Core & Shell – GOLD. Em um terreno de 4.775 m² e 10.692 m² de área construída, os 877,65 m² cobertura foram inicialmente revestidos com tinta de elevada reflectância para garantir a redução de carga térmica. O segundo passo foi a instalação de um sistema on-grid de geração fotovoltaica composto de 340 módulos de 310 Wp, totalizando 105,40 kWp de capacidade.. O investimento para a instalação do sistema foi de aproximadamente R$ 700.000,00, declarou a empresa em nota. Atualmente o empreendimento é utilizado para atividades de escritório e sua ocupação atual diária é de quase 1.000 usuários.

Os arredores do empreendimento favorecem a instalação desse tipo de sistema por conta do sombreamento mínimo. A produção média mensal é estimada em 16.446 kWh, correspondentes a aproximadamente 7% do consumo elétrico do prédio.  Além dos benefícios financeiros, estima-se uma redução de 115 toneladas em emissões anuais de CO2 e 710 mil m³ de água utilizada na geração por hidrelétricas.

A capacidade máxima total do sistema foi limitada a 310 Wp em função da otimização do Sistema em toda a área disponível sem que a estrutura civil fosse comprometida. A instalação fotovoltaica está conectada ao sistema da distribuidora local, a CEB. O prazo entre a solicitação e a efetivação da conexão junto à concessionária foi de aproximadamente 40 dias. Desde a atualização da resolução 482/2012, o Governo federal tem sinalizado uma série de incentivos para os consumidores, como é o caso da criação do Sistema de Compensação de Energia Elétrica e a simplificação do processo de solicitação de acesso: instituiu-se formulários-padrão para realização de acesso pelo consumidor. O prazo total para conexão de usinas geradoras de até 75kW, que era de 82 dias, foi reduzido para 34. Adicionalmente, a partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento do seu pedido pela internet junto à distribuidora. Por fim, linhas de crédito mais acessíveis, pelo BNDES, e a utilização do FGTS para este tipo de investimento são alguns outros bons exemplos que trazem maior segurança e confiabilidade aos usuários ao investir na área de geração e eficiência energética.

Trata-se de um dos maiores projetos fotovoltaicos instalados em Brasília até o momento, segundo a empresa. Uma vez que o prédio estava em operação normal, um dos principais desafios foi a logística para a instalação dos painéis na cobertura. Os módulos foram içados por guindaste e distribuídos de forma que a laje não fosse exigida além do limite estrutural. O clima local representou outra condicionante: por causa dos períodos chuvosos e secos bem definidos e extensos ao longo do ano, as placas tendem a acumular grande quantidade de poeira e exigem um rígido cronograma de limpeza para que a eficiência não seja comprometida.

Os módulos fotovoltaicos têm vida útil prevista de 25 anos caso a manutenção seja adequada. Os reais benefícios do projeto poderão ser bem quantificados ao longo do tempo por meio de sua integração com o sistema de automação predial e gerenciamento de consumíveis já em operação, informa a empresa.

Autor: Grupo Orion

 

Texto publicado originalmente em Blog GBC Brasil.

 

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