Gestão dos Ativos: ser responsável dá lucro e constrói reputação

Por Jairo Martins, presidente executivo da FNQ

Qualquer empreendimento, seja público ou privado, de qualquer porte, setor ou natureza, tem a responsabilidade socioeconômica de utilizar bem os recursos disponíveis, executar com qualidade, eficácia e eficiência e entregar valor para a sociedade. O desempenho organizacional é medido pela relação entre o valor gerado e os recursos despendidos e é o que garante a longevidade do empreendimento.  

Para executar essa transformação, as organizações precisam de pessoas, processos, conhecimento, tecnologia, equipamentos, infraestrutura, gestão e governança. Conhecimento, marca, imagem, reputação, bem como a infraestrutura e os equipamentos, são frutos de grandes investimentos e constituem o que chamamos de ativos, que podem ser tangíveis - ou físicos - e intangíveis.

O uso eficiente e eficaz dos ativos físicos é elemento-chave para o sucesso de uma organização. Portanto, gerenciar os ativos durante o seu ciclo de vida é de importância capital para a continuidade de qualquer negócio.

Exemplos evidentes dos prejuízos que a falta de gestão de ativos pode causar tivemos a infeliz oportunidade de vivenciar, aqui no Brasil, nos últimos tempos. Os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho; o desabamento de um prédio e as interdições dos viadutos em São Paulo; o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro; as paralisações de linhas de metrô e de aeroportos; os acidentes com ônibus desgovernados por falta de freios; as interrupções do fornecimento de água e energia; a produção agrícola apodrecendo em estradas esburacadas; as inundações decorrentes de canalizações entupidas; os equipamentos médicos quebrados por falta de manutenção e peças, entre outros. Quantas vidas foram ceifadas e quanto desperdício de dinheiro - decorrentes da incompetência, da visão de curto prazo e do lucro a qualquer custo - que poderiam ser evitadas.

Não há dúvidas de que todos esses acontecimentos prejudicam a produtividade, o desenvolvimento econômico do País e causam danos ambientais e sociais irreparáveis, sem contar os prejuízos em imagem e reputação das organizações e instituições envolvidas. Não devemos nos esquecer: construir uma imagem é mais fácil do que recuperá-la. Disso estamos cheios de maus exemplos.

Sensibilizados com as calamidades que assolaram o Brasil, a Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos (Abraman) e a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) lançaram, durante o 33º Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos, realizado em Minas Gerais, em 2018, o PRÊMIO MeGA - MELHORES EM GESTÃO DE ATIVOS (leia mais aqui).

Entre os objetivos da inédita premiação - relevante para empresas de infraestrutura, serviços públicos e privados, indústrias e para todas as organizações que possuem recursos investidos em máquinas, equipamentos e ativos imobilizados em geral -, está o estímulo ao desenvolvimento cultural, político, científico, tecnológico, econômico e social do Brasil por meio da melhoria da gestão das organizações do País.

O prêmio surge para ressaltar a conscientização e a importância da Gestão de Ativos e os riscos da sua falta para a sustentabilidade do negócio, a conservação do meio-ambiente, da segurança e do bem-estar das pessoas e a redução de impactos na sociedade, pois Gestão de Ativos, com responsabilidade, dá lucro e constrói reputação.

“Uma gestão melhor para uma sociedade melhor” é a nossa crença.

Este texto foi publicado originalmente no site da Fundação Nacional da Qualidade.

 

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